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  • No fim e no começo... holismo

    (Justamente do jeito que as coisas são) Uma predição ou constatação acerca da influência ou conexão esporádica ou permanente entre dois fenômenos. Algo incomum. O instante em que variáveis exógenas que poderiam anular o relacionamento entre o antecedente e o consequente, são tidas como recorrentes pela influência remota, o que explica o comportamento de um ou outro fenômeno em análise, cuja variação é desconsiderada, sendo assim compreendida como constante. O imponderável. Decantando no fundo do cálice encontra-se um ponto equidistante entre a função injetora do processo insurgente e o fluxo concernente. Analiticamente falando. Era o detalhe que faltava pra compreender a transição do conjunto holístico. Um fato.

  • Dentro do coração da terra

    (Os olhos chamam o coração) Alguma coisa acontece dentro do coração da terra. Deus nos livre! Onde vamos parar? Duvido que possamos. Mais fácil a gente encarar. Afinal, contra isso nada podemos. Sofremos sem ver o tempo passar. Quem não sofre, talvez careça, de tempo, por incrível que pareça. Deve ser culpa do Schumann! De quem? Da Ressonância Schumann. Ah, só tinha ouvido a 5a. Beethoven! Não, esta não é uma sinfonia! E ciência, de prática e teoria. Winfried Otto Schumann, o famoso físico alemão, ele era. Descobriu sobre a ressonância, que o coração da terra, acelera. Humm então é isso! Tá na cara! Também tenho muita ânsia. É tanta que também ressoa, que até meu coração dispara. Talvez seja esta a causa, analogias feitas à parte, isso de viver, hoje em dia, viver é quase é uma arte. Pois bem, bora continuar! Seguir vivendo com tudo, Nada de sofrer por pouco, médio e também por muito. Ora vestidos com calma, Ora despidos de alma, Eis a parte que nos cabe; Até que horas... não se sabe

  • Vim falar sobre Felicidade

    (A felicidade possui asas) Num lapso reflexivo, me dispondo a pensar, imaginar, escrever algo mais em torno dela, a tão desejada felicidade, começo indagando: Quem não gostaria de tê-la como companheira inseparável? Fosse ela, a Senhorita Felicidade, alguém de carne e osso, como seria ótimo viver sempre ao lado dela! No entanto, vou logo emendando a seguinte provocação: Será que ela iria também querer ficar sempre ao meu lado? É... agora a coisa se complica. De certa forma, posso ser alguém egoísta ao desejar e perseguir essa tal Felicidade sem me dar conta de que ela, com sua forma discreta de ser, me conheça e saiba bem como sou. Talvez por isso, não se disponha a conviver comigo. Okay, não estou falando em tom autodepreciativo. Mas num desfecho figurativo, trago a analogia de que a Felicidade é como uma borboleta, livre, leve e solta. Cumpriu sua metamorfose enfrentando a clausura até ganhar asas. Aprendeu a voar com tamanha destreza num balé campestre que, sozinha ou acompanhada ela sabe enfeitar a vida. Olhando por este prisma, ela parece mostrar que estar feliz é diferente de ter felicidade. Para tanto, cada indivíduo deve ser merecedor de sua companhia. Compreensível, generosa e desprendida que é, com suas asas multicoloridas, a bela Felicidade só aceita me visitar em breves momentos, quando abro uma garrafa de vinho, por exemplo. Ao me ver apreciando o pôr do sol, ela vem, me faz um carinho e sai logo depois do sol se pôr. E naquelas vezes em que pego uma estrada, contemplando o horizonte azul, enquanto passam correndo matos verdes pelos lados, ela toca meu ombro e vai soprando no ouvido como é gostoso ser livre. Ao sair da estrada, procuro e não a vejo mais. Assim mesmo, volátil e efêmera, a Srta. Felicidade prefere não se prender a nada nem ninguém. Não pretende se tornar Senhora, muito menos Dona Felicidade. Bem, vou parar por aqui, senão vai perceber que estou falando dela e pode demorar a voltar.

  • Vamos falar sobre as verdades nobres

    (Vislumbrar o caminho) Existe sim, sofrimento e insatisfação constantes... São os infortúnios, as moléstias. De improváveis, não nos negam. Revelam verdades inconvenientes. Quantos fatos, muitas vezes tidos como inconcebíveis. Então podemos falar sobre VERDADES NOBRES; aquelas verdades legítimas e declaradas pelo sábios e iluminados. A Natureza do Sofrimento "Esta é a nobre verdade do sofrimento: nascimento é sofrimento, envelhecimento é sofrimento, enfermidade é sofrimento, morte é sofrimento; tristeza, lamentação, dor, angústia e desespero são sofrimentos; a união com aquilo que é desprazeroso é sofrimento; a separação daquilo que é prazeroso é sofrimento; não obter o que queremos é sofrimento; em resumo, os cinco agregados influenciados pelo apego são sofrimento." O sofrimento e a insatisfação vem da busca pela cobiça, pelo prazer, o desejo por ser/existir, o desejo por não ser/existir. A Origem do Sofrimento "Esta é a nobre verdade da origem do sofrimento: é este desejo que conduz a uma renovada existência, acompanhado pela cobiça e pelo prazer, buscando o prazer aqui e ali; isto é, o desejo pelos prazeres sensuais, o desejo por ser/existir, o desejo por não ser/existir." Superar, repensando os desejos e anseios, renunciando-os, libertando-se, praticando desapego e independência. A Cessação do Sofrimento "Esta é a nobre verdade da cessação do sofrimento: é o desaparecimento e cessação sem deixar vestígios daquele mesmo desejo, o abandono e renúncia a ele, a libertação dele, a independência dele." Alcançar o caminho para acabar com o sofrimento, mudando o modo de ver a vida, se concentrando no que a vida pode ser plena, ainda que se possa viver o modo o simples. O Caminho para acabar com o Sofrimento "Esta é a nobre verdade do caminho que conduz à cessação do sofrimento: é este Nobre Caminho Óctuplo: entendimento correto, pensamento correto, linguagem correta, ação correta, modo de vida correto, esforço correto, atenção plena correta, concentração correta." E o que dizer sobre o tão pouco propagado "caminho de oito passos para acabar com o sofrimento"? Como alcançá-lo? Como persegui-lo? Qualquer que seja a circunstância, Argumentos que ganham irrelevância. Enquanto que se encurtam os espaços. Certas maneiras se tornando usos. Novas barreiras nos deixando confusos. O ignorado jeito simples viver. Dispensáveis objetos, gestos. Longe ou perto, cá estejamos, obstáculos sempre enfrentamos. Resta-nos, meros aprendizes, contarmos até três. Vamos dar meia-volta, meia-volta vamos dar! Algum futuro há que se alcançar. Bem longe, ainda existem portões, Onde, quando como eu, tu e eles... Será que um dia os abriremos?

  • Fiz uma viagem extra-física

    (Ocorrida numa destas madrugadas) Por Magaly Delgado (MagaMagaly) Terapeuta holística, sensitiva, numeróloga e radiestesista. Formada em Psicanálise Interativa e graduada como Sacerdotisa. Escritora dos Livros: "Despertar - A Reintegração dos Filhos da Luz" e "Portais Interiores!". Escuto os tambores tocando ao longe. Parecem as batidas dos Dakotas. Minha respiração se acelera e numa espécie de transe, volto pela mata em busca deste som. Tudo fica mais claro à medida em que me aproximo, as cores ficam mais fortes, o cheiro se espalha, como se a relva tivesse sido molhada pelo orvalho. Com todos os sentidos aguçados, vou olhando ao redor e percebo que à minha volta que os cinco elementos fazem a moldura do lugar. Sim! Eu disse, cinco! O fogo se precipita, destruindo o que o homem já tinha destruído antes. E na queimada da floresta, percebo que não é só a mata que arde. Ali o fogo quer conter os interesses espúrios, a maldade dos grilheiros, a perversidade de quem corta árvores milenares. Enquanto os outros elementos harmonizam, o fogo quer provar sua força, diante dos desmandos. A floresta queimando, enquanto a batida do tambor dakota aumentando o ritmo e minha sensação de lucidez se esvaindo, diante da maldade humana. Então olho para cima e vejo índios, caboclos e xamãs dançando com a tristeza estampada no rosto. Ali não tem tribo, nem país. Ali só existe a mata pedindo socorro. A sensação era do tempo ter parado, sequer um lamento de pássaro é ouvido. Eu na minha pequenez, contemplando estes seres altivos, me dou conta que a saudação ali, era para a Mãe Terra - a mãe natureza. Envergonhada, curvei minha cabeça e percebi que naquele momento eu era uma mera expectadora, assistindo a tristeza daqueles que nasceram para tomar conta da natureza. Um deles olhou para mim e naquela hora entendi que ali o meu papel era testemunhar o choro da mata ardendo. Instagram: @magamagaly11 Youtube: MagaMagaly /Casa dos Espelhos

  • Nascer, crescer, parecer, perecer... para viver

    Somos semente, fruto, esperança. Nascemos. Somos pureza, inocência, castidade. Crescemos. Somos caras e bocas, menos pureza. Despontamos. Somos corpo, hormônios, não castos. Adolescemos. Somos dúvidas, vozes, pouco inocentes. Amadurecemos. Somos convictos, desvios, fortes. Aparentamos Somos reprises, reformas, meros capazes. Caminhamos. Somos prudentes, corridos, carentes. Desgastamos. Somos latentes, conformes, formados. Envelhecemos. Somos saudade, resiliência, perdas. Perecemos. Somos poeira, herança, almas. Vivemos.

  • Ouvir a voz do coração

    (Ele sabe o que diz) Controlar as emoções... Esquece! Está provado que não vamos conseguir. Isto é um fato! Se mal conseguimos alcançar, encontrar ou tocar as emoções, o que dirá ter o controle delas... Afinal, onde ficam as emoções? Na memória, na consciência, nas lembranças, nos sentimentos? Provavelmente em nenhum destes lugares. Elas estão num lugar bem mais seguro. No mesmo lugar do coração. É lá onde moram as emoções. Alcançar este lugar e ao menos tocá-las, já que não conseguimos controlar as emoções. Deixar que se extravasem. Rir, chorar, cantar, silenciar, interiorizar, exteriorizar e assim por diante. E se as emoções não são controladas, que por elas não sejamos dominados. Devemos ser mais fortes do que aquilo que nos faz sofrer. Tudo bem que somos frágeis e suscetíveis, nos submetemos aos desejos com facilidade. Por isso, quem sabe possamos ouvir mais a voz do coração, o verdadeiro curador das emoções. Ele sim sabe o que diz.

  • Teus Olhos, brilhos intensos

    (Olhos Brilhantes) Brilham, intensos Vastos, cintilantes Vorazes, imensos Fixos, delirantes. Persigo-os, confesso Admiro-os perplexo Delírio, desejo Olhos que vejo Serenos, são seus. Instantes e belos Visão em sonhos Sonhos lúcidos.

  • Sanear a dor, a dúvida e o desejo

    (Luz no fim do túnel) Tratamos de haver de volta o normal. Dores, dúvidas e desejos...insistentes. Trinca de palavras esta, nada trivial. Substantivadas, de tão persistentes. Temos sido tolhidos do próprio querer. Não precisamos que venha algo melhor. Nem pedimos que seja farto ou muito. Seja apenas o básico, nada demais. A velha máxima: queremos viver! "A gente não quer só dinheiro, Quer saúde, prazer, aliviar a dor", Quer expelir as dúvidas na raiz, Quer deixar fluir o bem-estar. A flor do desejo experimentar. Porquanto, sabemos um jeito: É controlar em nós a emoção; Aceitar que pode haver opção; Converter o sofrer em motivação.

  • Pergunte ao tempo sobre o tempo

    (Only in time) Você pode tirar um tempo e, perguntar ao tempo, quanto tempo o tempo tem. O tempo responderá, quando tiver tempo, que não tem tempo de dizer quanto tempo ele, o tempo, tem. No tempo certo, talvez o tempo diga que o tempo é relativo. E, por uma questão de tempo, pode ser que o tempo lhe pergunte: "Você sabe o que é tempo?" Então você, se tiver tempo, poderá responder: - O tempo é rei. - Tempo é dinheiro. - Não perco tempo nisso. - O tempo é o senhor da razão. - Só o tempo cura qualquer ferida. Mas ainda restarão perguntas: Quando o tempo surgiu? O tempo é mais velho ou mais novo que o mundo? Será que vai dar tempo? Só o tempo vai dizer... O tempo é companheiro inseparável, que nos divide e nos multiplica; que nos subtrai e nos acrescenta. Se o confrontamos, fica em silêncio. É quando nos perdemos, então... melhor seguir junto com ele.