Search Results

168 resultados encontrados para ""

  • Os professores nossos de cada dia

    O gosto por aprender, aprender, aprender todo dia... Por onde vamos, sempre encontra nossos "professores". Sempre assim, dia após dia, graças a estes professores seguimos aprendendo e ensinando... em círculo virtuoso. Aprendemos a fazer silêncio com os faladores; Aprendemos a ter tolerância com os intolerantes; Aprendemos a praticar a bondade com os maldosos; Aprendemos a ser solidário observando como agem os egoístas; Aprendemos a usar educação e gentileza pois lidamos com os arrogantes; Aprendemos a tratar bem os animais porque vemos rudez e brutalidade nos homens; Aprendemos a corrigir defeitos admitindo nossos próprios erros; Aprendemos com esses muitos professores que encontramos todos os dias. E assim, que tal escolher alguém para ensinar algo mais do que aprendemos? Que este alguém seja aquele aluno que vemos logo cedo, quando olhamos no espelho.

  • A transformação da essência da transformação

    Com o passar do tempo é comum a gente parar pra pensar sobre o que mudou em nossa vida, em nossa famílias, na sociedade, no país, no mundo todo. Pensamos nisso de forma espontânea, em vários momentos e por qualquer que seja o motivo, quando pensamos, normalmente temos boas lembrançase frustrações. Seja quais forem, entendemos que na vida tudo muda, tudo passa, tudo renasce, tudo renova, enfim, tudo se transforma. Como a própria ciência já se encarregou de definir e provar que "na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma", nunca é demais a gente se lembrar disso. Afinal, aquilo que nossos olhos podem ver - e até o que não podem - passam por transformação. É a mudança de estado, seja natural e físico, seja artificial e químico. Tudo que é matéria, passar por transformação. Transformação. A palavra certa, que ao falar logo, nos levamos a pensar em mudança, mutação, passagem, alteração, evolução... O que ontem era pode não ser mais. O todo antes pode agora ser parte. O mínimo poderá se pluralizar. O pouco pode vir a ser muito. O maior há que se multiplicar. O inteiro dobra e se desfaz. O simples ato de ser átomo. O ínfimo que aqui nos traz. Três panelas dispostas no fogo com água fria. Numa coloca-se uma cenoura, noutra coloca-se um ovo e na outra coloca-se café em pó. O tempo vai passar. Na primeira, a cenoura que era dura, vai amolecer e a água vai ser a mesma; Na segunda, o ovo que era mole vai endurecer e a água vai diminuir; Na terceira...  o café transforma a água. Proponho a analogia: Quantas vezes nos transformamos em cenoura, amolecendo nossa coragem, amaciando nossa vontade, enfraquecemos nossa matéria, sem afetar o ambiente? Quais as vezes que nos tornamos o ovo, endurecendo nossas palavras, enrijecendo nosso humor, avolumando nossa matéria, comprometendo o espaço em torno de nós? Quantas e quais foram as vezes que fizemos como o pó de café, elevando, harmonizando e colorindo o lugar onde passamos, agradando, mudando o astral e ainda causando o bem-estar? Quiséramos ser matéria, transformada mas transformando, evoluída mas evoluindo, passando mas ficando... em essência.

  • Nascer, crescer, parecer, perecer... viver!

    Somos semente, fruto, toda esperança. Então nativivos. Nascemos. Somos pureza, inocência, plena castidade. Depois crescemos. Pois brincamos. Somos caras e bocas, menos pureza. E mais crescemos. Daí despontamos. Somos corpo, hormônios, não tão castos. Ainda crescemos. Então adolescemos. Somos dúvidas, vozes, pouco inocentes. Mais e mais crescemos. Já amadurecemos. Somos convictos, desvios, mais fortes. Por aí aparentamos. Até emparelhamos. Somos reprises, reformas, meros capazes. Vezes seguros. Nós caminhamos. Somos prudência, proteção, carentes corpos. Múltiplas andanças. Nos desgastamos. Somos latentes, conformismo, perdendo formas. Longos percalços. Ora envelhecemos. Somos saudade, resiliência, perdas e ganhos. Grandes esforços. Eis que perecemos. Somos poeira, herança, pobres almas. Eternas lembranças. Vivemos.

  • Viver é uma arte. Ser autor ou artista?

    É fácil perceber como certos trechos de músicas falam exatamente aquilo que precisamos ouvir. Respiramos fundo com versos de poesia que dizem o que queremos de dizer mas não encontramos aquelas palavras exatas. Ficamos admirados quando vemos algumas cenas de filmes mostrando momentos e lugares onde queremos estar. Uma frase famosa tenta explicar isso: "a vida imita a arte que imita a vida". Mas... querendo viajar um pouco mais na maionese, proponho o seguinte: a) imagine você assistindo o filme que narra sua própria vida, como se fosse uma reprodução fiel ao que você já viveu, está vivendo ou que vai viver. E ai? Seria um filme de realidade ou ficção? Seria do gênero comédia, aventura, terror, drama ou tudo isso ao mesmo tempo? Seria na faixa de classificação livre ou para maior de idade? b) imagine um grande compositor (famoso ou não) escrevendo uma canção em homenagem a você e sua trajetória de vida. Também vale imaginar você sendo o grande compositor ou intérprete desta canção pois será sua vida na canção da sua vida. c) sendo mais comum porque muitos já o fizeram, que tal escrever e publicar um livro com a sua biografia (até quem sabe apenas autorizar que outra pessoa escreva). Que título esse livro teria? Haveria um prefácio especial e dedicado a alguém? Daria para seu filho ler? Não parece ser um exercício simples, né! Talvez nem traga benefício algum fazer tal proposição. Mas não importa, pois o que trago aqui é a reflexão do que a vida da gente tem a contribuir para a arte. Tal como a arte possa contribuir para nossa vida. É sempre uma questão complexa ter o domínio total do que temos, do que fazemos, daquilo que sonhamos e de tudo o que esperamos em nosso viver. Por mais que sejamos donos do nosso nariz, de algum modo temos de pagar por ele. Quando não no sentido monetário,  pudera ser no figurado, vez em que, ora na vida fazemos papel de autor, ora papel de artista. Costumamos dizer que há coisas na vida que não tem preço. De fato, existem. No entanto a difícil arte de viver nos cobra o preço de servir e ser servido, de comprar o futuro, alugar o presente e vender o passado, de construir uma história, preservar uma imagem e deixar nome na memória. Terminar a obra de arte em si, ao mesmo tempo como personagem e espectador. Para fechar a dissertação vou adaptando o trecho de uma música que traduz um pouco do que foi abordado. "É apenas um pensamento, só um pensamento. Mas, se minha vida está para alugar e ainda não aprendi a comprá-la, então não mereço nada mais do que tenho. Porque nada do que eu tenho é verdadeiramente meu. Sempre pensei que adoraria viver perto do mar, viajar por todo o mundo, viver de forma mais simples. Se já não tenho ideia do que aconteceu, se foi só um sonho ou  foi apenas um pensamento, enquanto vou assim com medo de falhar, sem nem tentar, como vou saber que estou vivo?"

  • O poder libertador de um palavrão

    Lendo um artigo da Revista Galileu que descreve o porquê de gostarmos e  sentirmos prazer ao soltar palavrões logo me veio a vontade de compartilhar o tema. Só que ao invés de copiar/colar o link da matéria resolvi simplesmente trazer meu ponto de vista, pois concordei imediatamente com a chamada da matéria: sim, é gostoso falar palavrão! E não vejo motivo pra muita moralização mesmo não. É da natureza humana falar palavrões! Todo mundo fala. Acho que até o Papa Francisco (não em público, claro) deve soltar algum palavrão preferido quando lhe convém. Um palavrão bem dito e bem colocado, da forma certa, no lugar certo e na hora certa, seja daquele jeito instantâneo e espontâneo, com entonação apropriada, chega a ter um poder psicoterapêutico. "O psicólogo Timothy Jay, do Massachusetts College of Liberal Arts, nos Estados Unidos, afirma ainda que o poder dos palavrões vêm da quebra das normas sociais e que estamos condicionados a relacioná-los com tabu." - cita a matéria da revista. Faz todo o sentido, não!? Trocando em miúdos, admite-se que um palavrão saindo da boca de uma criança é descabido, feio e mal-educado. Sendo da boca de um adolescente pode ser visto como rebeldia, "porra-louquice" coisa e tal. Mas da boca do adulto... aí já é tido como usual, normal e coloquial. Ora, sejamos francos! Falar palavrão é bom pra cá... ops!! É bom pra cacete!!! Viu só? Você que está lendo isto sabe bem o palavrão que ia sair. Mas por causa do suposto tabu de infringe as boas práticas do bom linguajar, troquei por um palavrãozinho mais "leve" e aí pude escrever sem agredir. No fundo é isso. Tudo depende do tom de agressividade e a quem/o quê o palavrão está sendo dirigido. Exemplo: o trânsito tá uma merda! Pronto, falei outro palavrão. Mas se falo  que tá um cocô, daria mesma? Acho que não né! Do primeiro jeito que falei consigo extravasar melhor que o outro jeito e assim por diante. Outro exemplo: quem dirige em Sampa sabe o quanto é difícil ficar um dia se quer sem soltar um ou mais palavrões. Quantas vezes, na pilha dos nervos, aquele 'camarada' do carro/moto que passou me fechando e tirando tinta  foi devidamente agraciado com meus palavrões? Mas aprendi uma técnica aliviadora para o palavrão no trânsito nosso de cada dia: fecho os vidros d carro e solto a plenos pulmões aquela sequência sonora de palavrões pela fechada que o cara acabou de me dar. Assim fico aliviado, não agrido ninguém com o palavreado nem deixo de presentear quem mereceu. É quase como saborear um fruta doce, quando o palavrão vem com força e vontade, seja alto ou baixo, mas carregado da raiva ou do susto que o motivou. Mas tem um detalhe nesta estória. É o fato de que saboreamos algo mais e melhor quando não o temos o tempo todo. Assim é também com o palavrão: quanto menor a frequência com que usamos palavrões, mais poderosa é a sensação quando falar o próximo. Por isso, se palavrão é bom, vamos usar com moderação.

  • Para cada escolha, uma renúncia. Sempre!

    O novo ano começou e Eu logo soube: Sinais foram me avisando pra encarar problemas como desafios. E os desafios apresentados. Desafios que foram me abrindo portas pra encontrar soluções. E as soluções mostradas. Soluções que foram me trazendo novas escolhas. E as escolhas colocadas. Escolhas que foram me impondo   renúncias. E as renúncias aceitas. Renúncias que foram me provocando perdas. E as perdas seladas. Perdas que vão se converter em ganhos. E os ganhos... hei de obtê-los!

  • Que venha a perfeição, ainda que em forma de utopia

    Vamos celebrar a estupidez da raça humana Vamos comemorar a ganância dos homens Vamos embrulhar a idiotice das nações Lá, acolá e cá, no meu país, essa corja de corruptos Essa cambada e assassinos, de covardes e ladrões Vamos celebrar... Nossa política, imprensa e televisão, nosso governo e nossas leis Esse estado que nem é mais nação, nem meu, nem de vocês Vamos celebrar... Essa juventude com e sem escolas, as crianças mortas Aquela promessa de união, toda forma de pobreza Vilas, bairros, cidades, ruas e estradas tortas Vamos celebrar... O futebol, o fevereiro e qualquer feriado Comemorar nossa justiça, infâmia e injustiça Os gritos de preconceito, o voto dos analfabetos Brindar com água podre a todos os impostos Invasões e queimadas, mentiras e sequestros Vamos tomar esse novo Monte Castelo De cartas marcadas e trabalho escravo Tanto roubo e quanta indiferença Mais um punhado de epidemias Vamos celebrar... É a festa da torcida campeã pela fome, alimentada de maldade Vamos erguer nossa bandeira enfeitada do passado glorioso Hoje vivendo de absurdos, de feiura e incompreensão Protestos com violência, de falta de bom senso Vamos celebrar... A estupidez em esperar alguma perfeição E lá vem chegando mais uma estação Nosso futuro um dia vai começar Daí sim, vamos celebrar.

  • Mágica e indubitável força do pensamento

    "Penso. Logo, existo." Tantas vezes dita e repetida, esta frase do filósofo Descartes traz em tão poucas palavras um profundo e potente significado. Mesmo sem fazer uma pesquisa (by Google) muito extensa é possível viajar nos entendimentos filosóficos por trás desta célebre afirmação. É quase um princípio fundamental para explicar a relevância da razão sobre a emoção, para definir a importância da razão como base para a existência humana, para descrever como o auto-conhecimento pode traduzir a individualidade. Como dizem outras afirmações paralelas do tipo "você é o que você pensa ser"; ou "cada cabeça uma sentença", nota-se que o pensamento tem força predominante, pois é o pensar que determina o que sentimos, onde podemos estar, como nos relacionamos, porque agimos, quando reagimos. Por tudo isso e por todo modo, a força do pensamento nos conduz ao ponto de partida e nos leva de encontro ao que queremos. Equivale a dizer que o tempo todo saímos e voltamos, em movimento ou não, com um simples ato de pensar. Sim, o pensamento: Tão veloz que, num estalo e sem querer, nos põe a divagar, nos permite deixar que nossa mente flutue conforme o vento, pelo sabor da descoberta. Mágico que, frações de tempo e flashes de memórias fazem com que possamos criar/recriar imagens, aromas e lugares, do que vimos ou não vimos, por meros instintos ou reações químicas, via impulsos elétricos e conjunções neurais. Sem margem de dúvida que, faz com que todos os sentidos sejam acionados de forma aleatória ou segmentada, alternando manifestações mentais e corporais em franca sintonia, a ponto de nos deixar imóveis num minuto e em seguida mover braços e pernas capazes de empurrar tratores, figurativamente. Pensamento que, de mágico e indubitável, não passa de uma dádiva da  sapiência humana, afinal os outros seres vivos também existem, mas que não pensam, porque agem sob o chamado instinto animal. Bom para nós, quando nos damos por conta que somos alguém, um ser pensante, cheio de poder para mudar de direção, de subir e descer, de ir e voltar, construir e desmontar, com inteligência real e imediata. E não apenas um amontoado de órgãos bem arrumados, usando em média um décimo da potência total, embora suficiente para conjugar o bem e o mal, discernir o que é bom do que não, o correto do errado, o irreal do  verdadeiro, o civil do criminal, graças a esta parcela indivisível e inseparável do mesmo ser, chamada de emoção. Em tempos atuais, onde estampa-se a pseudo-realidade do ser humano em  vitrines de rede social, onde espanta-se com a capacidade das pessoas de se deslumbrar com coisas fúteis e de se fragilizar por motivos úteis, a frase do início do texto poderia ser reeditada ficando mais ou menos assim: "Penso, sinto, durmo, sonho, acordo, grito, sorrio, sofro e sobrevivo, portanto, existo."

  • Quase tudo é questão de ponto de vista

    Quase tudo é questão de ponto de vista! Pode o futuro nos reservar algo de bom? Descobriremos a melhor forma de viver o amanhã? Serão os efeitos do dia de hoje sobre os feitos do dia depois de amanhã? É nossa visão de raio-x que não nos mostra o outro lado da porta? Os reflexos do que fizermos agora serão nos apresentados mais adiante? Afinal, será em nossos ombros que pesarão as consequências dos fatos passados? As emoções já vividas não são suficientes para nos proteger contra impactos do que virá depois? As emoções já vividas, não são suficientes para nos proteger contra impactos do que virá depois. Afinal, será em nossos ombros que pesarão as consequências dos fatos passados. Os reflexos do que fizermos agora serão nos apresentados mais adiante. É nossa visão de raio-x que não nos mostra o outro lado da porta. Serão os efeitos do dia de hoje sobre os feitos do dia depois de amanhã. Descobriremos a melhor forma de viver o amanhã. Pois o futuro pode nos reserva algo de bom. Quase tudo é questão de ponto de vista!

  • Quando se alcança limites, extremos e fronteiras

    Houve um tempo em que Eu não temia o desconhecido, o incerto ou mesmo o destino. Experimentei aquele impulso natural de quem é jovem, que ignora perigos, não estremesse diante dos riscos nem se preocupa com os limites. Este tipo de experiência não é privilégio meu, pois é normal que qualquer pessoa reconheça seu lado mais aventureiro durante a juventude. Como é normal também qualquer pessoa admita ser cuidadosa e não arriscar a pele a todo custo, seja quando jovem ou quando adulto, cuja atitude é mais comum nesta fase da vida. Mas o que venho abordar agora é uma experiência que merece um breve relato pessoal, sobre como em certos estágios da vida, alcançar alguns limites e extremos de várias naturezas, pode ajudar a trazer bons ensinamentos. Interessante quando a gente se depara com situações em que não adianta muito querer e ter tudo sob controle. Há sempre aqueles fatores internos e externos que provocam a perda do controle sobre o que fazer e resolver, o que sentir e precisar, do que se arrepender e aprender. É quando qualquer esforço para retomar o domínio das coisas e casos torna-se válido. Mas isso é possível quando se percebe e se precavê das muitas possibilidades, porque nem sempre se sabe onde, como e quando é hora de reagir. Nestas horas, outros detalhes e eventos  costumam tomar nossa atenção, desviando nosso olhar para os reais movimentos causadores da turbulência. E acabamos por achar que nem tudo tem importância, porque de algum modo tudo se ajeita. Em minha vida considero impactante a forma como alguns fatos ocorrem de forma limítrofe, me fazendo alcançar extremidades dos sentidos e chegar nas  fronteiras do imponderável. (What?) Um caso ocorrido pra exemplificar: Voltando para casa, um certo dia o combustível do carro chegou na reserva justamente no trecho mais longo da rodovia em que percorria, onde não havia postos pra abastecer. Bem feito! Quem mandou deixar acontecer e não abastecer antes de pegar a estrada? Só que entrar naquele caminho não estava no trajeto previsto. Foi devido ao horário que me faria entrar na área de rodízio (centro expandido da cidade), que se aplicaria à placa do meu carro naquele dia. Mesmo estando  dentro do roteiro normal, daquela vez meu período de trafegar tinha saído do planejado. E continuando, com o carro já andando no cheiro da gasosa, antes de chegar num posto avistado uns vários quilômetros à frente, percorri na média dos 20KM por hora porque um engarrafamento básico existia naquele trecho, mas deu tempo e cheguei no posto de gasolina, achando que a qualquer momento o carro apagaria. Enfim, estava prestes a abastecer e num lapso que lembrei de ver se o posto aceitava cartão de débito mas por alguma falha no sistema, não! Daí, fui conferir e... cadê dinheiro!? Raramente ando com notas nas carteira, não por descuido e sim pelo hábito de usar tanto o cartão de débito. Então encostei o carro empurrando até uma vaga livre no posto mesmo e fui a pé procurar um caixa eletrônico. Achei depois de umas centenas de metros dali mas estava inativo. Procurando outro, achei mais adiante só que aí é que fui notar que o cartão do banco tinha vencido naquele dia e ficou bloqueado para saque. Detalhe: era uma sexta-feira, já de noite e voltava de um trabalho no interior. Paciência? Nada! Nervosismo, uma pilha!! Ligar pra alguém não adiantava mais porque além de estar nos arredores de uma cidade da região chamada Carapicuíba, o celular descarregou. O que houve depois? Não obstante, os limites ainda não haviam sido extrapolados.Faltava alcançar as extremidades dos meus sentidos, até me  fazer chegar nas fronteiras do imponderável. Naquela noite minha Esposa estava na casa da irmã e quando tentava falar comigo pra saber a que horas Eu chegaria em casa, não conseguia porque dava caixa postal. Enquanto isso Eu nem tentei procurar um orelhão pra ligar a cobrar, porque com medo, me restou voltar ao carro, sentar, descansar e pensar. Minutos depois, liguei o carro e com o ponteiro ainda no amarelinho indicando "tô com sede" fui saindo, lentamente até voltar pra estrada, rezando, rindo e suando... colocava na "banguela" sempre que podia e neste ritmo (acredite-se!) consegui chegar em casa. Não entendi bem como, mas a reserva foi suficiente. Motor mil é bom por isso! Quando minha Esposa chegou em casa que contei os apuros, ela disse que tinha deixado uns 30/40 reais em dinheiro, num envelope no bolso atrás do banco do motorista, de outra vez que ela usou o carro e ia comprar algo para as cachorrinhas e tal... (Oh my God!! risos) Resumindo a história: extrapolei os limites por confiar no senso oportuno, quando peguei a estrada na reserva; alcancei as extremidades dos sentidos, quando perambulei sem conseguir grana pra abastecer; cheguei nas fronteiras do imponderável, quando arrisquei dirigir ininterrupta e incomunicavelmente, que teria sido evitado se pudesse falar com "a patroa". Somando a este relato, mais um detalhe:  fatos similares, onde limites extremos foram sendo transpostos outras vezes, mesmo sob minha forte auto-crítica, me  levando à reciclagem de hábitos e ajuste ponteiros. Ao menos assim, foram pelas fronteiras do imponderável que hoje me considero fortalecido ante aos obstáculos e desafios que me são apresentados. O aprendizado? Ah, claro! Reconhecer onde estão os limites, olhar para frente e para cima, ver o que ainda não foi visto, rever até o que estava previsto, seguir o próprio instinto.

Receba notificações de novas postagens
  • Instagram
  • Facebook ícone social
  • Pinterest ícone social

© 2020 - Blog Autoral de José Neto