Saber Querer, Ousar Calar

Há muito momentos em nossa vida que possuímos a força e já temos certeza da escolha do caminho.  Pode parecer aos olhos de muitos que estamos querendo muito mais do que somos capazes de conseguir. Mas uma voz interna diz:  – Vá em frente! Despreze a opinião dos que, nem de longe, compreendem o que você está buscando e galgará mais um degrau que pode levar você à conquistas maiores. Assim é o caminho espiritual, aquele que possui a força é visto como louco aos olhos dos que não o entendem. Ao usar a força para ajudar o mundo é preciso nunca ser visto. Esta é a essência do CALAR dos verdadeiros ocultistas. E a essência de tornar-se INVISÍVEL do xamanismo. E assim, os anacoretas se retiram da vida mundana, para simplesmente calar, todavia este calar não é não uma fuga, como muitos assim a interpretam. Acredito que vocês conhecem os quatros verbos dos ensinamentos ocultistas, segundo Eliphas Levi, estes verbos são: SABER, QUERER, OUSAR e CALAR. A grande experiência de transcendência mostra que estes quatros verbos podem ser conjugados solitariamente, mas pode ser unidos promovendo outra transmutação para alma, descortinando um mundo novo no caminho evolutivo. Saber calar. Querer calar. Ousar calar. Desta forma o “SABER CALAR”, detém a sabedoria de silenciar, exatamente na hora certa em que deve-se emudecer. A palavra certa na hora errada é um tiro na culatra. A palavra certa na hora certa, muda toda a história. Assim sendo percebemos numa clareza palmar, que precisamos estar atentos para as oportunidades de “SABER CALAR”, ter sensibilidade para falar na hora exata e de calar quando necessário. Mas saber e querer, pode não bastar. Tem que “QUERER CALAR”. Esta sim é a energia ativa que detém o poder de sua vontade, tem o domínio de seu livre arbítrio. Este querer manso, da vontade, do coração e da fala. Quando o “sim” é “sim” a vida se torna mais leve, suave e bela Quando o “não” é sim, é um potencial candidato a ter um colapso do miocárdio. E por último “OUSAR CALAR“ este é caminho solitário do ocultista, ele sabe a hora de ousar calar, sair do mundo para refazer sua alma, para planejar novos trajetórias ocultas e para adentrar ao mundo do desconhecido. Lembrando o outro princípio dos ocultistas que dizia: O Bem é silencioso, o Mal por si só é falastrão. Ousar calar, é o ativo silêncio dos ocultistas, para transformar conhecimento em sabedoria, é preciso ousar calar. Nestes momentos é necessário calar para angariar lucidez e sensatez na instalação do bem. O mal tem muitos ouvidos e pode obstruir o canal do bem. Por isso, inúmeros mestres estiveram silenciosos por certo período, nada explanava sobre seus projetos porque eles ousavam calar, para realizar. No xamanismo, com muita sabedoria eles ensinam ser invisível, que por analogia pode comparar com “ousar calar”, torna-se uma pessoa comum, não chamar atenção para si mesmo. Caminhar com muita cautela, muito cuidado, como se estivesse pisando em pele de ovo, sem o direito de rompê-la. Na vida de muitos ocultistas, pode ser considerado a utilização do "ousar calar" como um esconderijo, noutras vezes os mestres podem ser apenas discretos. É o caminho essencial do “calar”, que muitas vezes parece ao mundo, que aquele que sabe calar, é um bobo, fraco. Mas é um momento essencial para a grande abertura rumo ao desconhecido mediante uma visão transmundana. (Leve adaptação do original por Norma Villares)

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