Soneto à Bela da Tarde

Uma lembrança reflete-se na retina

Tempo passante, vivência constante 

Vislumbre em bela cena vespertina

Desejo pungente um sonho vagante


Grama leve, alças na cerca branda

Paisagem fina, avistar-se um farol

Calma, repousa sentada à varanda

Brilham n'água rastros de pôr do sol


Bela senhorita, contempla a tarde

Olhos fitam paisagem que não arde

Contida à mesa taça de bom vinho


Livro em mãos, entoa sabor de aventura

Ornam cachos do cabelo uma flor pura

Tu'alma voa nas asas de um passarinho


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