Pausa para um café

Dia de semana normal, de trabalho. Foi bem no meio de uma tarde dessas qualquer, que apertei o pause, também conhecido como tecla pausa.


Fechei a tampa do meu note, o notebook, meu parceiro velho de guerra, e dei uma escapada pra tomar um café.


Café que também significa break, pausa, momento de arejar as ideias.


Saindo tem uma praça, que nela um trecho de caminho se passa. Tem bancos, folhas e sombras de árvore. Lá perto, canteiros feitos com régua, de tão certos e retos, separando a avenida. Quase como dizer que seria passear no bosque. Mas que bosque? Acolá tem é muito poste!


Ora, deixando de lado todo zelo e vamos embora para este tal de coffee break.


Café pra mim não é bebida, é remédio, coisa boa que me faz bem pra saúde. De manhã me desperta, de tarde me acerta e de noite me conserta. Pois é, se quiser ganhar um like, só me chama e faz um café.


Seguindo a pista, caminhando passei do ponto. Dei meia volta, atravessei e cheguei na venda, melhor dizendo, na cafeteria. Se fosse lugar de venda ia comprar pão e sonho.


Mas cafeteria, não! Lá produz o mais puro aroma da leveza, que tem o café torrado e moído. Lugar bom é esse que basta chegar na mesa e já vem logo a "dona moça", com elegância e gentileza, bloquinho e caneta, sorriso e batom vermelho.


Vencido o percurso, vem o momento de deleite: provar do café expresso puro, sem doce nem leite. Xícara na mão, o gole quente desce, os minutos já não correm mais depressa. Olhos vagos, sem fixar um pensamento, viajam nas paredes e teto. Só o que eu via eram os lustres, brancos, flashes, palavras soltas, voláteis, que podiam ou não me fazer expressar sentimento. Nada muito extenso ou complicado. Mais valia o gosto do meu café de tarde, na Vila de uma Olímpia não muito distante do meu pertencimento.


Terminou. Fui embora. Restou-me a lembrança do momento, como tantos outros, em que um café solitário me transporta a lugares por onde vou sem nem sair do lugar.


Instantes desses a gente sabe que passa rápido, mas se for pra fazer o que gosta, pouco ou muito, não importa. Agora... se tiver meia-dúzia de palavras aleatórias, quem sabe um dia elas não vão parar numa prosa!

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