Morte em vida de um povo severino

Um povo, um país, uma estória.

Sim, estória, porque a verdadeira história vamos ter de reaprender a escrever.

Apontem seus lápis e empunhem seus brochuras, espirais, folhas enrugadas que uma nova prosa vai começar.


É sobre a morte em vida de um povo severino, se é que algo assim pode ser crível, ainda que seja pelo menos possível. E tem a ver com proliferação  de políticos boquirrotos capazes de legislar em causa própria à base de troca com troco.


Sobre toda forma de intolerância, que extrapola a ponta do consenso. De quando toda forma de violência ultrapassa a porta do bom senso. E quando se perde a pinta o errado e o certo.


Decerto que, Não há mais razão de ser, Não há mais domínio da sanidade, Não há mais justificação do querer, Não há mais sinônimo de dignidade.

Sequer a que chamar de ser humano.

Seria hoje a nova tendência de compreensão das reinvindicações coletivas através de fracas convicções individuais?

Terá sido ontem a impossibilidade de se ouvir as velhas súplicas do incomum cidadão comum? Ou será amanhã este o último modo com o qual os fins jamais justificarão os meios?


Qual nada!

São as opacas cores da violência!

Carro preto versus carro branco, camisa alvinega contra mancha verde, bandeira vermelha invés de lenço verde-amarelo, barbicha cinza x corpo arco-iris... etc e tal.

Tal que, tornar-se-ão estes os sinais de tempos loucos, de ventos uivando em nossos ouvidos môcos, modos de dizer 'não' e 'sim' a cérebros ocos.


Qual seja!

Seja qual for, seja qual cor, não importa. Tão pouco importa qual a cor da grama. Para quem quer, para qualquer, não conta.


Quem mais se importa é quem não mais se suporta. Dentro das cabeças residem ideias mortas. Ideais em decomposição destes reles mortais.


Quase não há mais certeza do que vale. Oque mais vale é o ato, menos vale o fato. Mais ainda distribuir sopapo, do que bater papo.

Mais vale bater panela, quebrar prato, Botar fogo, queimar dinheiro parco, Cortar na carne, partir ao meio, Denegrir a imagem, depredar o que é alheio, Cuspir na cara de quem não tem respeito, Ferir a alma e o orgulho de um país inteiro.


Vemos tudo, mas damos de ombros. Vamos lamentar, talvez, um dia mais adiante, Talvez, se estvermos diante dos escombros.


Quê fazer?

Se onde existe o óbvio há quem traga a dúvida. Se onde existe a calma há quem solte o grito. Se onde existe a clareza há quem o deixe escuro. Onde a vez do imundo é falar do mal lavado, Onde a voz da infâmia é calar a do renomado.


Será Assim!

Enquanto a falsa cara da mentira suplantar a real face da verdade, A arrogância e a hipocrisia continuarão involuir a raça humana.


Ah, Pobre diabo!

Pobre homem-humano, sugismundo! Mal sabe a cova rasa em que estás, A sete palmos porcamente medidos, É a parte que lhe cabe deste latifúndio!


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