Bom mesmo seria uma panaceia!

Estamos no meio de uma pandemia.

Sujeitos a velhas e novas doenças,

Presos em casa, em máscaras e costumes,

Cortejando os bons e melhores remédios.

Quando o que precisamos são novas doses de boas maneiras.

Estamos cercados por uma endemia.

Não basta fazer o exame clínico.

É preciso evitar o vexame clínico.

Não adianta ter frascos sem ter comprimidos.

Deixemos de ser fracos e ser menos oprimidos.

Ser menos por boca e ser mais por ouvidos.

Melhor entrar logo num consenso.

Regar a semente de uma outra ideia.

Dispensar as falácias e muitas podreiras,

Também forças negativas e pragas verbais,

Tantas mentiras escritas e outras balelas ditas.

Quando o que precisamos são pílulas de boas alegrias.

Estamos vivendo uma epidemia.

Pouco resolve a repetição da mesmice.

Contaminação por tudo que já se disse.

Resolve mesmo é ter senso crítico.

Não propagar infâmia, lorota e bestices.

Umbigo sujo não incomoda ninguém.

Dedo sujo espalha viral e vírus também.

Língua suja emporcalha as verdades.

A podridão da cria destrói a colmeia.

Deixe estar os alheios insultos, boatos gratuitos;

Descartar siglas confusas e invenções mal difusas.

Quando o que precisamos são mudas e raízes de bons canteiros.

Estamos enfermos curando ferida

Ninguém gosta de fruta já mordida

Como não se mastiga o que é líquido

Sabor amargo-medicinal faz ter careta

Experimentas picar-te a ti próprio

E sentirás a pouca dor no corpo alheio

Tente fazer um autoexame intracutâneo

E provarás o muito da dor na pele alheia

Andamos a passos curtos com indignação

Alimenta-se de vontade pela discórdia

Toca-se as feridas daquilo que é bom.

Tapa-se os curativos com papel crepom.

Quando o que precisamos é dar um basta ao que não presta.


Bom mesmo seria tomar uma só dose, uma panaceia!

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