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163 resultados encontrados para ""

  • Sentidos efêmeros e etéreos

    Par castanho de brilhos oculares Portal de paraíso inexplorado Visão atenuada pela miragem Ondulados negros fios capilares Trilha sonora quando encostado Audição aguçada pelos ventos Vermelho corte de lábios úmidos Fonte de desejo não revelado Paladar ajustado pelos sabores Aroma suave de bons conteúdos Instante um vulto recordado Olfato amenizado pela noite Toque de jóias das águas Cor branda num esmaltado Tatear conferido pelos gestos

  • Soneto à Bela da Tarde

    Uma lembrança reflete-se na retina Tempo passante, vivência constante Vislumbre em bela cena vespertina Desejo pungente um sonho vagante Grama leve, alças na cerca branda Paisagem fina, avistar-se um farol Calma, repousa sentada à varanda Brilham n'água rastros de pôr do sol Bela senhorita, contempla a tarde Olhos fitam paisagem que não arde Contida à mesa taça de bom vinho Livro em mãos, entoa sabor de aventura Ornam cachos do cabelo uma flor pura Tu'alma voa nas asas de um passarinho

  • Em alto e bom tom: autoestima

    Quero começar dizendo que este texto está recheado de "clichês", mas não foi de propósito. É que o tema escolhido, sugere analogias e metáforas. Colocando de um modo bem simplista a autoestima é a forma pela qual o indivíduo se enxerga. É um olhar positivo para o interior de si próprio. Partindo deste ponto de vista há muito por se dizer, seja no sentido analítico, seja no sentido psicológico individual ou seja no sentido de relações humanas do cotidiano. Entretanto, aqui venho dissertar sobre um ângulo meramente reflexivo, como faço por costume em meus textos. Vale dizer que me lanço a discorrer sobre esse tomando como gatilho mental as postagens no instagram - a rede social que nasceu sob a ótica do "assim me vejo, assim me mostro" - e que hoje em dia também apelo comercial e motivacional, porém, no cerne a autoimagem ainda é o que se sobressai. Em tom poético, vou me arriscar: De corpo e alma se cria um ser Coração e mente se faz o caráter Foco, força e fé, a tripla vertente Ser persona em papel permanente Que seja em busca de desapego Somos cabeça querendo sossego Desafio ao encontro da identidade Espelho quebrado distorce a verdade Existirmos, a que será que se destina? Se nos vestirmos como a regra reza Pois que se acaso for esta a sina Seremos mais aquilo que se preza Ao nos vestirmos da autoestima. Agora tentando fazer um desfecho mais alusivo, vou ousar concluir que, dentro de cada um de nós, existe o gene de Narciso - aquele que achava feio tudo o que não era espelho. Não querendo generalizar, mas sim para aludir ao aspecto de que cada um saber a dor e a delícia de ser o que é. Alguém pode apontar exagero na formação dos meus versos, ou no meu  "caetanear". No entanto, é quase inevitável usar de tais metáforas e analogias como estas para falar de algo tão interiorizado, como a autoestima. Assim sendo, vamos tratar de cada vez mais elevar a nossa, porque de baixa, de pouca, de menos estima (valorização pessoal) o mundo já está cheio. Para cima, em alto e bom tom, a minha, a sua, a nossa autoestima.

  • Poesia em dois tempos

    A serenidade em tua face, teu olhar Toda serenidade que existe em teu olhar Olhos tão lindos que brilham como o luar Os olhos dela são como o brilho do luar Belo sorriso despertando desejo de amar Este sorriso, que me traz o desejo de amar Lábios que provocam o anseio de beijar Aqueles lábios, que me fazem querer beijar Deixe as estrelas tocar os cabelos dela Estrelas, venham alcançar e tocar seu cabelo Brisa noturna, sua pele venha acariciar Brisa suave, venha acariciar a pele macia Contando as horas para o toque dos dedos Olhando-a, como se fosse o tocar de um dedo Sons da noite entram em sintonia com ela Som noturno, por favor, entre nesta sintonia Céu azul, claro e limpo, toda beleza nela Céu azul, claro e limpo, quanta beleza vejo Contemplação ou algum tipo de paixão Da contemplação ao diário de uma paixão Vertigem a cada batida do meu coração Quase vertigem pelas batidas do coração Das sensações que me levam ao delírio Sensações quase me causam total delírio Sentimentos soltos à beira do fascínio Sentimentos na fronteira com o fascínio

  • Poesia confusa

    Quando tudo parece torto, Parece errado sentar e esperar. Você não sabe onde é o começo. Nem o fim, e muito menos o meio... Você quer achar uma forma, De resolver certos problemas, Situações complicadas, difíceis, Mas você não sabe por onde começar. Você senta e espera, Espera sentado. Vê o dia passar pela janela, Escreve palavras que não fazem sentido, Escuta músicas aleatórias na rádio. Tenta se distrair, ou ler um livro ou estudar... Mas nada parece te dar uma resposta, Nada do que você faz, Mostra por qual caminho seguir. E você divaga, Entre versos confusos, Enquanto olha pela janela, Sem nem mesmo saber se Isso é o que você realmente sente. Uma certeza: a vida é confusa! E você não se preparou para entendê-la. Você também se sente assim? Autoria: instagram: O_Ceu_em_Poesia facebook: O Céu em Poesia

  • Impressão em três vias

    Verso Escrever Sem querer Ou quis dizer... Inverso Verdade ou mentira Côncavo ou convexo Inteiro ou pela metade Adverso Vantagem ou prejuízo Contudo ou sem nada Felicidade ou infortúnio Reverso Depressão ou opressão Pregresso ou retrocesso Engessado ou dispensado Diverso Risco, cisco ou belisco Fixo, variável ou independe Matina, manhã ou vespertino Controverso Reality show ou fake news Direita, centrão ou esquerda Raça, credo ou distância social Em caso de dúvida, siga em frente!

  • Bom mesmo seria uma panaceia!

    Estamos no meio de uma pandemia. Sujeitos a velhas e novas doenças, Presos em casa, em máscaras e costumes, Cortejando os bons e melhores remédios. Quando o que precisamos são novas doses de boas maneiras. Estamos cercados por uma endemia. Não basta fazer o exame clínico. É preciso evitar o vexame clínico. Não adianta ter frascos sem ter comprimidos. Deixemos de ser fracos e ser menos oprimidos. Ser menos por boca e ser mais por ouvidos. Melhor entrar logo num consenso. Regar a semente de uma outra ideia. Dispensar as falácias e muitas podreiras, Também forças negativas e pragas verbais, Tantas mentiras escritas e outras balelas ditas. Quando o que precisamos são pílulas de boas alegrias. Estamos vivendo uma epidemia. Pouco resolve a repetição da mesmice. Contaminação por tudo que já se disse. Resolve mesmo é ter senso crítico. Não propagar infâmia, lorota e bestices. Umbigo sujo não incomoda ninguém. Dedo sujo espalha viral e vírus também. Língua suja emporcalha as verdades. A podridão da cria destrói a colmeia. Deixe estar os alheios insultos, boatos gratuitos; Descartar siglas confusas e invenções mal difusas. Quando o que precisamos são mudas e raízes de bons canteiros. Estamos enfermos curando ferida Ninguém gosta de fruta já mordida Como não se mastiga o que é líquido Sabor amargo-medicinal faz ter careta Experimentas picar-te a ti próprio E sentirás a pouca dor no corpo alheio Tente fazer um autoexame intracutâneo E provarás o muito da dor na pele alheia Andamos a passos curtos com indignação Alimenta-se de vontade pela discórdia Toca-se as feridas daquilo que é bom. Tapa-se os curativos com papel crepom. Quando o que precisamos é dar um basta ao que não presta. Bom mesmo seria tomar uma só dose, uma panaceia!

  • Se Eu Morresse Amanhã (uma auto reflexão)

    Por Magaly Delgado (MagaMagaly) Sou Terapeuta holística, sensitiva, numeróloga e radiestesista. Formada em Psicanálise Interativa e graduada como Sacerdotisa. Escritora do livro "Despertar - A Reintegração dos Filhos da Luz" . Gostaria de ter o dom de filosofar sobre a morte, de enxergá-la de modo lúdico, como se não fosse a única coisa real, desde o meu nascimento. A morte e o tempo, têm uma conexão, intensa e forte, uma com a outra. Quando jovens, vemos a morte num tempo quase irreal, como se nunca fossemos vivenciá-la. Com o passar do tempo, começamos a morrer todos os dias um pouco. São os sonhos não realizados, são as derrotas diante das fatalidades, ou o cansaço do corpo físico, diante das intempéries da vida. Morremos um pouco, quando vemos nossos ideais, se deteriorarem pela inversão de valores, morremos um pouco quando sucumbimos diante das nossas fragilidades, ao nos deparar com a certeza que a vida continuará mesmo sem você estar nela. Mas a questão é que ao fugirmos da morte, fugimos da única certeza do que nos espera um dia, e neste caso o ”se eu morresse amanhã”, isto seria agora. A morte se apresenta, como um véu de mistérios, onde suas brumas nos escondem da verdadeira consciência. Quanto mais próximo de quem eu penso que sou, mais longe penso estar do meu verdadeiro eu. Vivi tanto tempo nesta Matrix de sonhos e ilusões, que a morte me aproxima da minha verdadeira consciência. E esta descoberta tardia, me enche de tristeza, porque perdemos muito tempo brincando de viver que nos esquecemos que a morte nos espera, para nos trazer de novo a realidade que teimamos em negar. A morte, ao andar em paralelo à minha vida, não me assombra. Ela faz me lembrar que de todo jeito irei atravessar este portal. E chamo de portal, porque para mim, nada mais é do que a volta para dentro da minha própria consciência. É a expansão que me tira de um mundo ilusório, para a realidade que me aguarda, sem máscaras e sem ilusão. A morte nos despoja da ilusão de quem pensamos ser, ela nos coloca no devido lugar, que conquistamos em vida. Errando ou acertando, com vícios e erros, vamos colher aquilo somente que plantarmos. Se acredito em outras vidas? Sim, acredito! Mas acredito também que esta Roda de Sansará, este Véu de Maya, a nos manter presos neste magnetismo de 3° dimensão, nos afasta também das grandes possibilidades de alçar novos voos em direção à Luz. Morrer não significa não evoluir. Isto é, seria para mim a verdadeira “MORTE”, continuar estagnados num mesmo patamar, no nosso caso, o de 3ª dimensão. Aqui em vida, é ainda para nós, a mais remota forma de continuar a viver, ou pensar que se está realmente vivo. Enquanto não conseguirmos acordar da dormência em que nos encontramos - esta morte em vida - nunca conseguiremos sequer, encontrar quem realmente somos. Se atravessar o portal da morte significa a busca fora desta prisão, que venha a morte! No entanto o caso está longe de ser este. O medo da morte vem do medo de sofrer, da forma como esta morte poderá ocorrer, se através de doenças, se através de acidentes, se através de situações fatais... Será que até para morrer temos que ter merecimento, dormir num sono profundo, para se reencontrar no Grande Oriente de Luz? Seria maravilhoso, porém acredito que para se ter este merecimento, a pessoa terá que ter acertado seus carmas e darmas totalmente. A doença serve como depurador do Ego, a dor como lembrete da nossa situação de fragilidade nesta terra. Até nosso último suspiro iremos acertar, lapidar nossa pedra. Então por que não começarmos a encarar a morte como uma mudança de consciência? Consciência esta que nos indica quem somos e o que realmente queremos e precisamos desta existência. A vida nos prepara todos os segundos dela, para morrermos um dia, nos condiciona a soltar os cordões que nos prendem a pessoas e situações, nos ensina a ir de encontro do nosso destino e nos faz querer ser melhor do que somos. A morte nos mostra de forma nua e crua a fragilidade que sustenta nossos egos. E passar por ela, é o único meio de ir de encontro à nossa essência de Luz, encontrando em nós a Divindade no nosso próprio EU SOU. Se eu morresse amanhã... agradeceria a oportunidade de atravessar mais um portal, diante de uma existência futura. Canal Youtube: MagaMagaly/Casa dos Espelhos

  • Metade - Poema de Oswaldo Montenegro

    Que a força do medo que tenho não me impeça de ver o que anseio que a morte de tudo em que acredito não me tape os ouvidos e a boca pois metade de mim é o que eu grito a outra metade é silêncio. Que a música que ouço ao longe seja linda ainda que tristeza que a mulher que amo seja pra sempre amada mesmo que distante pois metade de mim é partida a outra metade é saudade. Quer as palavras que falo não sejam ouvidas como prece nem repetidas com fervor apenas respeitadas como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos pois metade de mim é o que ouço a outra metade é o que calo Que a minha vontade de ir embora se transforme na calma e paz que mereço que a tensão que me corrói por dentro seja um dia recompensada porque metade de mim é o que penso a outra metade um vulcão. Que o medo da solidão se afaste e o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável que o espelho reflita meu rosto num doce sorriso que me lembro ter dado na infância pois metade de mim é a lembrança do que fui a outra metade não sei. Que não seja preciso mais do que uma simples alegria pra me fazer aquietar o espírito e que o seu silêncio me fale cada vez mais pois metade de mim é abrigo a outra metade é cansaço. Que a arte me aponte uma resposta mesmo que ela mesma não saiba e que ninguém a tente complicar pois é preciso simplicidade pra fazê-la florescer pois metade de mim é platéia a outra metade é canção. Que a minha loucura seja perdoada pois metade de mim é amor e a outra metade também. [Composição de Oswaldo Montenegro] Recomendado por meu grande amigo/irmão Márcio Santos

  • De tanto voar, torna-se invariável

    Será antes o véu que cobre Antes que este dia acabe Antes que a noite dobre Antes que os anjos caiam Por vezes em harmonia Juntos a compartilhar Finos versos e canções Por isso tenho a agradecer Tu és como o néctar Adoçando momentos Aguçando sentimentos Voar livre, se desprender A ti sou grato sim Por serdes assim Pureza no coração Beleza em emoção Coração que brilha Fada da Alegria brilha Mais que estrela ilumina Teimosia, sempre me inspira Figura feminina que permeia O sentimento do bem querer Basta que venhas sorrir E a pura beleza sobressair Basta que vejas ao longe Fogo brilhante que prevalece E tua aura sutil, despretenciosa, Nem percebes... a mim, emudece.

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