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167 resultados encontrados para ""

  • Pessoa superficial x mundo virtual

    Tomando por base uma definição informal, o bom senso preconiza que a pessoa deva ser sábia ao fazer suas escolhas, isto é, apelar para o "bom e velho" bom senso sempre que for tomar decisões. E como fui convidado a refletir sobre pessoas superficiais, venho lançar um holofote sobre a falta do bom senso, em se tratando da vasta exposição a que nos submetemos no ambiente hostil da internet. Agir com o bom senso, via de regra, pode ser algo inerente ao caráter. Também pode ser de acordo com as circunstâncias. Chega a ser algo subjetivo, que uns diriam que pouco importa, outros digam quando faz falta e os demais se esforcem em praticá-lo. Reconheço que falando assim pode soar com arrogância, presunção, generalização. Afinal, dissertar sobre o bom senso é o mesmo que tentar qualificar a moral e a ética - valores individuais que geralmente são vistos no âmbito coletivo. Por isso deve haver um certo grau de zelo em tais colocações. Entretanto, é proposital a maneira como fiz com que coubesse relação com o título desta reflexão. Neste mundo virtual, remoto e ultraconectado em que vivemos ultimamente, é importante vigiarmos cada passo, cada post, cada texto que fazemos, pois além expostos, ficamos sob o risco agir de forma superficial, sem o cuidado de mostrar essência e honestidade. Quem nunca se passou por superficial e nem percebeu, seja por atitude intencional, inocente ou inconsciente? Chega a ser difícil dar resposta imediata a esta pergunta porque requer uma autocrítica. Avaliar se atingiu a índole, a personalidade, a imagem alheia. Se alguém, sob efeitos da falta do bom senso, trouxer prejuízos a um ou mais indivíduos, cabe a ele próprio se preocupar em buscar meios de reparação. Como se diz no popular, todo mundo tem de olhar para o próprio umbigo, fazer uso da autocrítica. E ainda, para ajudar no raciocínio, vale questionar: o que é mais custoso, lidar com o lado superficial das pessoas no mundo virtual ou no cotidiano do mundo real? Em ambos casos, há um modo comum de se agir, que é o "deixar rolar", ignorar e seguir adiante. São superficiais as pessoas que acreditam no "gratuito". E não é por ser gratuito que não tem valor. Independente de mundo virtual, real/físico, o melhor é agir com cautela para não faltar com o bom senso, correndo o risco de ser ignorado por ter sido uma pessoa superficial.

  • Simplesmente, Maria

    Sois Madre, Senhora Genitora a qual pertenço. Maria, de dócil flor amarela Por tua crença, desde sempre De tudo jamais esqueço. Maria, de fibra, força e fé Aquela, cujo nome composto Originada em singelo berço. Maria, de muitas e únicas Quem me deu nome feito Modesto, este que mereço. Maria, de vidas, conquistas De todos, a mãe-materna Irmã-santa, rainha-protetora Merecedora, por todo esmero. Maria, de feitos exaltados Com quem tu contas Quando em vez, o mundo Desvias e desafrontas? Maria, de pronto, honrarias És sagrada alcunha Porém digna, e muito mais Milhões, testemunham. Maria, de pétalas a rosários Música, reza e canto, Ave! Que os ventos sopram, suave Teu sobrenome, teus júbilos. Maria, de um dom, certa magia Versos humildes estes, Que dedico a todas vós Não só por render graças. Maria, de simples, se fez poesia...

  • Ao longo desta linha tênue...

    Repousando, num canto aveludado, o Ego: Diz o que pensar de mim Não culpa, me separa Ataca-me no espelho Fecha-me em orgulho Provoca e reclama Invoca a matéria Enlouquece em combate Com frieza, não tolera` Emsimesmado me deixa Superficial, se queixa Na prática, declina. Exposto, numa contenda diária, o Eu: Diz o que sei sobre mim Faz-me compreender, reune Sorri para o espelho Pede perdão, perdoa Tem compaixão Agradece e coopera Se satisfaz, em humildade Apela à espiritualidade Em lucidez, pacifica Com simpatia, aceita É solidário, contundente Em teoria, agrega.

  • Tudo na vida é cíclico

    Relacionamentos que deveriam durar a vida inteira, amizades que seriam alicerces, amores que ultrapassaram uma existência, tudo tem uma impermanência. Um fim. Choramos nossas tristezas, baseadas em expectativas irreais. Em projetos ou sonhos que são exclusivamente nossos. Quando conhecemos alguém, acabamos criando expectativas de um amor para sempre, uma amizade eterna, um amor monogâmico e fiel. Responsabilizamos o outro pelos nossos erros, pelos nossos fracassos, pela felicidade negada ou o coração partido. Esquecemos que relacionamentos são criados, pelos efeitos cármicos, gerados em função da vida. Colocamos no colo do outro a responsabilidade de nos fazer felizes, de nos causarem bem estar, ou até mesmo de servir de escada, para alcançarmos prosperidade ou glória. Nunca encaramos as relações, como laços frágeis que tem que ser apertados, a cada volta que a vida dá. Se encarássemos as relações como brisas que passam em nossas vidas, talvez não sofreríamos tanto, remoendo a solidão ou solitude de nossas almas. Precisamos urgente, entender que o despertar nos coloca diante de novas verdades, de impulsos que nos empurram contra a ilusão ou fantasias. Temos na verdade, a nossa própria dor ou tristeza, para nos acompanhar neste caminho novo. Aprendendo e crescendo. Indo aos extremos de nós mesmos, para alcançar no caos nossa própria Luz. Por Magaly Delgado (MagaMagaly) Terapeuta holística, sensitiva, numeróloga e radiestesista. Formada em Psicanálise Interativa e graduada como Sacerdotisa. Escritora do livro "Despertar - A Reintegração dos Filhos da Luz" .

  • Sentidos efêmeros e etéreos

    Par castanho de brilhos oculares Portal de paraíso inexplorado Visão atenuada pela miragem Ondulados negros fios capilares Trilha sonora quando encostado Audição aguçada pelos ventos Vermelho corte de lábios úmidos Fonte de desejo não revelado Paladar ajustado pelos sabores Aroma suave de bons conteúdos Instante um vulto recordado Olfato amenizado pela noite Toque de jóias das águas Cor branda num esmaltado Tatear conferido pelos gestos

  • Soneto à Bela da Tarde

    Uma lembrança reflete-se na retina Tempo passante, vivência constante Vislumbre em bela cena vespertina Desejo pungente um sonho vagante Grama leve, alças na cerca branda Paisagem fina, avistar-se um farol Calma, repousa sentada à varanda Brilham n'água rastros de pôr do sol Bela senhorita, contempla a tarde Olhos fitam paisagem que não arde Contida à mesa taça de bom vinho Livro em mãos, entoa sabor de aventura Ornam cachos do cabelo uma flor pura Tu'alma voa nas asas de um passarinho

  • Em alto e bom tom: autoestima

    Quero começar dizendo que este texto está recheado de "clichês", mas não foi de propósito. É que o tema escolhido, sugere analogias e metáforas. Colocando de um modo bem simplista a autoestima é a forma pela qual o indivíduo se enxerga. É um olhar positivo para o interior de si próprio. Partindo deste ponto de vista há muito por se dizer, seja no sentido analítico, seja no sentido psicológico individual ou seja no sentido de relações humanas do cotidiano. Entretanto, aqui venho dissertar sobre um ângulo meramente reflexivo, como faço por costume em meus textos. Vale dizer que me lanço a discorrer sobre esse tomando como gatilho mental as postagens no instagram - a rede social que nasceu sob a ótica do "assim me vejo, assim me mostro" - e que hoje em dia também apelo comercial e motivacional, porém, no cerne a autoimagem ainda é o que se sobressai. Em tom poético, vou me arriscar: De corpo e alma se cria um ser Coração e mente se faz o caráter Foco, força e fé, a tripla vertente Ser persona em papel permanente Que seja em busca de desapego Somos cabeça querendo sossego Desafio ao encontro da identidade Espelho quebrado distorce a verdade Existirmos, a que será que se destina? Se nos vestirmos como a regra reza Pois que se acaso for esta a sina Seremos mais aquilo que se preza Ao nos vestirmos da autoestima. Agora tentando fazer um desfecho mais alusivo, vou ousar concluir que, dentro de cada um de nós, existe o gene de Narciso - aquele que achava feio tudo o que não era espelho. Não querendo generalizar, mas sim para aludir ao aspecto de que cada um saber a dor e a delícia de ser o que é. Alguém pode apontar exagero na formação dos meus versos, ou no meu  "caetanear". No entanto, é quase inevitável usar de tais metáforas e analogias como estas para falar de algo tão interiorizado, como a autoestima. Assim sendo, vamos tratar de cada vez mais elevar a nossa, porque de baixa, de pouca, de menos estima (valorização pessoal) o mundo já está cheio. Para cima, em alto e bom tom, a minha, a sua, a nossa autoestima.

  • Poesia em dois tempos

    A serenidade em tua face, teu olhar Toda serenidade que existe em teu olhar Olhos tão lindos que brilham como o luar Os olhos dela são como o brilho do luar Belo sorriso despertando desejo de amar Este sorriso, que me traz o desejo de amar Lábios que provocam o anseio de beijar Aqueles lábios, que me fazem querer beijar Deixe as estrelas tocar os cabelos dela Estrelas, venham alcançar e tocar seu cabelo Brisa noturna, sua pele venha acariciar Brisa suave, venha acariciar a pele macia Contando as horas para o toque dos dedos Olhando-a, como se fosse o tocar de um dedo Sons da noite entram em sintonia com ela Som noturno, por favor, entre nesta sintonia Céu azul, claro e limpo, toda beleza nela Céu azul, claro e limpo, quanta beleza vejo Contemplação ou algum tipo de paixão Da contemplação ao diário de uma paixão Vertigem a cada batida do meu coração Quase vertigem pelas batidas do coração Das sensações que me levam ao delírio Sensações quase me causam total delírio Sentimentos soltos à beira do fascínio Sentimentos na fronteira com o fascínio

  • Poesia confusa

    Quando tudo parece torto, Parece errado sentar e esperar. Você não sabe onde é o começo. Nem o fim, e muito menos o meio... Você quer achar uma forma, De resolver certos problemas, Situações complicadas, difíceis, Mas você não sabe por onde começar. Você senta e espera, Espera sentado. Vê o dia passar pela janela, Escreve palavras que não fazem sentido, Escuta músicas aleatórias na rádio. Tenta se distrair, ou ler um livro ou estudar... Mas nada parece te dar uma resposta, Nada do que você faz, Mostra por qual caminho seguir. E você divaga, Entre versos confusos, Enquanto olha pela janela, Sem nem mesmo saber se Isso é o que você realmente sente. Uma certeza: a vida é confusa! E você não se preparou para entendê-la. Você também se sente assim? Autoria: instagram: O_Ceu_em_Poesia facebook: O Céu em Poesia

  • Impressão em três vias

    Verso Escrever Sem querer Ou quis dizer... Inverso Verdade ou mentira Côncavo ou convexo Inteiro ou pela metade Adverso Vantagem ou prejuízo Contudo ou sem nada Felicidade ou infortúnio Reverso Depressão ou opressão Pregresso ou retrocesso Engessado ou dispensado Diverso Risco, cisco ou belisco Fixo, variável ou independe Matina, manhã ou vespertino Controverso Reality show ou fake news Direita, centrão ou esquerda Raça, credo ou distância social Em caso de dúvida, siga em frente!

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