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  • Ouvir a voz do coração

    (Ele sabe o que diz) Controlar as emoções... Esquece! Está provado que não vamos conseguir. Isto é um fato! Se mal conseguimos alcançar, encontrar ou tocar as emoções, o que dirá ter o controle delas... Afinal, onde ficam as emoções? Na memória, na consciência, nas lembranças, nos sentimentos? Provavelmente em nenhum destes lugares. Elas estão num lugar bem mais seguro. No mesmo lugar do coração. É lá onde moram as emoções. Alcançar este lugar e ao menos tocá-las, já que não conseguimos controlar as emoções. Deixar que se extravasem. Rir, chorar, cantar, silenciar, interiorizar, exteriorizar e assim por diante. E se as emoções não são controladas, que por elas não sejamos dominados. Devemos ser mais fortes do que aquilo que nos faz sofrer. Tudo bem que somos frágeis e suscetíveis, nos submetemos aos desejos com facilidade. Por isso, quem sabe possamos ouvir mais a voz do coração, o verdadeiro curador das emoções. Ele sim sabe o que diz.

  • Teus Olhos, brilhos intensos

    (Olhos Brilhantes) Brilham, intensos Vastos, cintilantes Vorazes, imensos Fixos, delirantes. Persigo-os, confesso Admiro-os perplexo Delírio, desejo Olhos que vejo Serenos, são seus. Instantes e belos Visão em sonhos Sonhos lúcidos.

  • Sanear a dor, a dúvida e o desejo

    (Luz no fim do túnel) Tratamos de haver de volta o normal. Dores, dúvidas e desejos...insistentes. Trinca de palavras esta, nada trivial. Substantivadas, de tão persistentes. Temos sido tolhidos do próprio querer. Não precisamos que venha algo melhor. Nem pedimos que seja farto ou muito. Seja apenas o básico, nada demais. A velha máxima: queremos viver! "A gente não quer só dinheiro, Quer saúde, prazer, aliviar a dor", Quer expelir as dúvidas na raiz, Quer deixar fluir o bem-estar. A flor do desejo experimentar. Porquanto, sabemos um jeito: É controlar em nós a emoção; Aceitar que pode haver opção; Converter o sofrer em motivação.

  • Pergunte ao tempo sobre o tempo

    (Only in time) Você pode tirar um tempo e, perguntar ao tempo, quanto tempo o tempo tem. O tempo responderá, quando tiver tempo, que não tem tempo de dizer quanto tempo ele, o tempo, tem. No tempo certo, talvez o tempo diga que o tempo é relativo. E, por uma questão de tempo, pode ser que o tempo lhe pergunte: "Você sabe o que é tempo?" Então você, se tiver tempo, poderá responder: - O tempo é rei. - Tempo é dinheiro. - Não perco tempo nisso. - O tempo é o senhor da razão. - Só o tempo cura qualquer ferida. Mas ainda restarão perguntas: Quando o tempo surgiu? O tempo é mais velho ou mais novo que o mundo? Será que vai dar tempo? Só o tempo vai dizer... O tempo é companheiro inseparável, que nos divide e nos multiplica; que nos subtrai e nos acrescenta. Se o confrontamos, fica em silêncio. É quando nos perdemos, então... melhor seguir junto com ele.

  • Velocidade turbo star plus

    (Alegoria de asas da liberdade) Chega um momento em que as pessoas pulam, pedindo a Deus para que possam voar. Pois do contrário elas cairiam como pedra. Então elas se dão conta de que não podem voar. Pois Deus não lhes concedeu esse direito. Mesmo assim algumas pessoas continuam pulando e conseguem voar. São aquelas que se dão conta de Deus lhes concedeu um dom. O dom de usar as asas da imaginação, do pensamento criativo. Nem precisam voar alto, nem precisam sair do espaço físico. Apenas não voltam para onde estavam. São pessoas que se projetam em "velocidade turbo" e que atingem o estágio de humanos "versão star plus", com capacidade de se automotivar a cada alvorecer.

  • O comando de voz é...

    (seja sua a voz de comando) Mexa-se! No passo curto do silêncio e do recolhimento, em busca da autocura, as respostas sobre o futuro já não importam tanto. Desde que se decida pelo agir, no aqui e agora. Mesmo diante das dúvidas, ter em um esconderijo escuro, que ajude na procura por clareza. Há quem se reserve o direito de preferir andar na escuridão. Até que a aura iluminada de um outro alguém venha se misturar com seu momento de "treva". E faça-se novamente a luz em seus dias. Porque a cada rota que bifurca, nossa percepção de direção muda. Muda pelo vento, muda pelo pensamento, muda pela voz que cala, muda pela causa nula, muda pela nova estrada. Não se conforme! Em cada um de nós convivem duas ou mais entidades. Somos ambíguos, seres viventes de polos trifásicos. Nos movemos pelo impulso, ora por ação, ora por reação. Frente ao desconhecido, ou nos vislumbramos ou nos retraímos, quase nunca sem interjeição (quando o modo espanto é acionado). Em nosso subconsciente costuma fala mais alto a voz das três vontades. Querer ser forte e rápido é a primeira vontade, porém há uma parcela de medo que enfraquece; Querer parar e esperar é a segunda vontade, no entanto há uma porção do receio em demorar; Querer sofrer pouco/menos é a terceira vontade e para isso, armar-se e defender-se com bravura e punhos cerrados. Renove-se! Nossa melhor versão é a que nos leva mais longe. Aquela, do caráter forjado pelas rajadas de ventos, das caminhadas em tormentas. As enchentes parecem devastadoras, ainda assim é a água que renova a terra. E o fogo, mesmo que pareça terrível, quebra a dormência da semente, sinalizando que é hora de nascer para o ciclo novo. Por falar nisso, o dia está lindo lá fora! E dentro de você também.

  • Réquiem para a convivência

    (mind and heart, hard working) Vamos entonar um réquiem¹ pela perda dos nossos bons, dos nossos maiores dons. Vamos retornar à contenda² pelo ganho de mirrados contos, dos nossos surrados pontos. Vamos deixar de lado o ufanismo³ e logo reformular nossos conceitos, de relembrar os nossos desfeitos. Melhor o canto do que o pranto. Mais silêncio e menos balbúrdia⁴. Maior é o luto que todo absurdo. Quando aquele que comanda tem nas veias a tendência ao escárnio⁵. _________________________________ ¹do latim "requiem aeternam" (repouso eterno) - Música/Liturgia de ofício acompanhado de preces em homenagem a quem faleceu. ²debate, controvérsia, luta, combate, disputa, rivalidade. ³atitude ou posição tomada por determinados grupos em se vangloriar do potencial brasileiro. ⁴grande desordem e vozerio, confusão; barulho generalizado, algazarra. ⁵zombaria, desprezo, desdém, desacato, troça, menosprezo.

  • A culpa é dos podres poderes

    (Um panorama da sociedade brasileira) Se uma comida se estraga: culpa dos ingredientes, do cozinheiro ou do cliente? Se uma peça de teatro é ruim: culpa do roteiro, dos atores ou da plateia. Se um time de futebol só perde: culpa do gramado, do elenco ou da torcida? Se um chiqueiro cheira mal: culpa da lavagem, dos porcos ou da raça suína? Se a política do país apodrece: culpa do sistema, dos políticos ou do eleitorado? Se a sociedade empobrece: culpa da pandemia, do pandemônio ou do demônio? Em quase tudo há três poderes: um para regular, um para executar e um para julgar. Basta que um não combine e os outros dois não servirão. Qual dos poderes é (mais) culpado? Qual dos culpados é menos podre? Qual dos pobres é mais ou menos? Pobres podres poderes... sejam eles mais ou menos culpados. A culpa mesmo deve ser da comida estragada no prato, que se tenta tirar a parte ruim pra não dar toda como perdida, mas o mal cheiro deixa um gosto de podre.

  • Para a glória da vitória

    ... com união em punhos Fatos interessantes que acontecem na vida quando se atinge os limites, nas fronteiras, nas soleiras, cavidades, frestas, trincheiras. O inimigo do meu inimigo é meu amigo, desde que o meu maior inimigo não faça acordo melhor com meu amigo, que agora passa a ser meu inimigo. Bem vinda a ajuda de quem nem era amigo, já que sentiu a mesma perda de seus amigos ora causada pelos nossos mesmos inimigos. Let's to the glory of victory! Vamos para a glória da vitória! Empunhando escudos e espadas, apontando agudas as baionetas. Sem disparos, contragolpes, confiantes, com sorte, sem mortes, seremos fortes. Deve ser esta a luta do bravo silencioso contra o fraco covarde que esperneia. Se o inimigo for invisível, e por vezes é; pode sair em vantagem e até nos vencer, porque deve estar ao lado e não o vemos, no entanto o impossível não há de ser. Atenção ao combate! A batalha começou!!

  • Uma taça de vinho, notas de desejos contidos

    Autoria: Ana Lucia Baleeiro (facebook.com/analucia.baleeiro) Aproveitando que ninguém perguntou, gostaria de discorrer algumas palavras sobre o que está por trás das taças de vinho. Não milito, não me posiciono politicamente, não opino sobre quem deve sair no BBB. Isso não faz parte de uma alienação, mas de uma opção de viver de forma mais suave, pelo menos, nas redes sociais. Eu tenho medo do Bolsonaro, eu votei no Bolsonaro, eu tenho antipatia das palestras da Juliette, eu nunca fui desmerecida profissionalmente por ser mulher, fui salva pelo SUS, vivi relacionamentos em que eu fui abusiva e todos os dias tenho sintomas (psicológicos) do Covid-19. Talvez fruto da solidão que as taças de vinho não mostram. Não discuto política nem religião. Para o cobrador do ônibus, digo que votei no PT. Para o Diretor, digo que votei no Amoedo. Sou budista, mas aceito a oração do evangélico e sempre digo que fé é louvável, não importa pra onde direcionada. É uma forma preguiçosa e covarde de não se indispor em tempos de ódio. Quando a Maju Coutinho disse: “o choro é livre”, Eu, de fato, chorei. Eu e, pelo menos, mais dez famílias sobreviventes de um comércio; e o choro não foi só livre, como foi doído. A minha dor não se limita ao meu pequeno universo de questões e as dores que não vivi não me tiraram, felizmente, a empatia. Queria poder salvar o mundo! Aliás, eu já tentei e afirmo: foi exaustivo. Passo horas imaginando o que posso fazer por alguém. Gostaria de ter condições financeiras e ajudar o pequeno comércio, o amigo do amigo, o conhecido. Minha irmã faz isso e louvo atitudes como esta. Às pessoas que foram importantes para mim, que fizeram parte da minha vida, fico buscando formas de retribuir. Às vezes, consigo. Às vezes, não. Olho os bolos da Carenin no Ifood e penso: - Hoje vou comprar para retribuir as muitas memórias afetivas que tenho dela. Logo, vem a realidade: - Se eu comprar o bolo, não compro o vinho. Sem mais perguntas. Quando iniciei minha faculdade de Serviço Social achei que distribuiria comida aos moradores de rua (ações que fiz durante anos e ainda farei). No primeiro dia, disse ao meu colega de classe: - Silvinho, a gente não vai distribuir pão para os moradores de rua? E ele me respondeu, rindo: - Ana, eles não são pombos! Dia desses, demos risada na aula quando contei isso. Hoje meu maior desejo é concluir minha graduação e intervir de forma humanista e incansável nos direitos de todo e qualquer cidadão. Assunto polêmico, então, me limito a informar que este é o papel de um Assistente Social. As taças de vinho escondem dores e dissabores, mas procuro validar a alegria que é estar viva em tempo de morte e perdas. Talvez eu consiga, talvez não... Monitoro-me diariamente, pois tenho histórico de depressão. Tenho muito medo de ser a Ana Lucia de antes, negativa, triste, que desejava a grama verde do vizinho. A grama era de plástico, mas eu adjetivava como viçosa e mais fácil de limpar. Faço terapia e bebo vinho, claro. No ramo do amor, sempre tive dificuldades e isso não é segredo. Ou o amor não é correspondido ou é platônico ou é impossível. Eu sou a famosa “emocionada”. E como estou sempre na contramão, não desisti. Acho que ainda vou postar aquela foto do beijinho, mesmo que seja no meio de uma briga (contém ironia). São tantos os pensamentos, divagações, poemas não concluídos, poesias baratas, cartas não enviadas, telefonemas sabotados por uma mensagem de texto, livros encostados e trocados por "Quem matou Sara?"; pesquisas no Google de remoção de tatuagem, como ser feliz no amor e emagreça comendo, que discorreria infinita e tediosamente. Assim como muitos, estou vivendo o março mais difícil da minha vida. Eu queria poder abraçar o Padre Fabio de Melo, queria poder abraçar minha amiga que perdeu o irmão, queria poder abraçar todas as pessoas que estão sofrendo com a perda dos seus. Eu queria ter uma máquina de abraços solidários e queria distribuir Band-aid para todos os corações quebrados. Enquanto não posso, desejo vacina, comida na mesa, armários e geladeiras abastecidos, empregos, dignidade e, claro, taças de vinho.