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168 resultados encontrados para ""

  • Fábula da formiga e da cigarra

    Atemporal, esta fábula já foi contada de inúmeras formas. Aqui, uma tradução livre da versão poema de La Fontaine). Tendo a cigarra em cantigas, Passado a cantar pelo verão, Achou-se agora em penúria, Chegada a rigorosa estação. Não lhe restando migalhas Que trincasse, a tagarela Foi valer-se da formiga, Que morava perto dela. Rogou que lhe emprestasse, Pois tinha ela riqueza e brilho, Algum grão com que manter-se, Até quando voltar o aceso estio. - "Amiga", diz a cigarra, - "Prometo, à fé de animal, Pagar-vos antes de agosto Com os juros e o principal." Formiga não pede nem dá, Trabalha duro, por isso junta. - "No verão, em que lidavas?" À cigarra pedinte ela pergunta. - "Eu cantava noite e dia, aproveitava a toda a hora." - "Oh! bravo!", torna a formiga. - "Cantavas? Pois dance. agora!" --- Guardadas as devidas proporções, seja por fábula, seja característica de vida, tanto a cigarra quanto a formiga trazem uma metáfora sobre a natureza humana. --- A cigarra é reconhecida logo pelo seu zumbido (canto), que é próprio do instinto de sobrevivência. Canta para os males espantar, canta para acasalar, canta para anunciar mudanças, canta para alegrar, canta para entristecer. Biologicamante falando, a cigarra é uma espécie de metamorfose incompleta, isto é, não chega a seu melhor estado de transformação. Ainda assim, cumpre sua missão. Cada indivíduo cigarra possui em seu canto uma identidade própria, no qual entre si faz diferenciar o macho da fêmea, além de conter lá seus modos de atração. Do nascer ao casulo, do casulo ao hospedeiro, do hospedeiro-casa ao crescer das asas, cumpre a vida de dores, riscos e as buscas pela tão esperada alegria do próximo verão. --- A formiga é de pronto reconhecida pela força no trabalho incansável e pela persistência na jornada. Viver em sociedade, construindo, estocando e compartilhando resultados de trabalho com seus semelhantes é um ponto forte. Na mesma medida em que há pontos fracos: se dividem em castas, as operárias morrem para salvar as superiores, se uma for contaminada, poderá comprometer toda uma colônia. Guerreira por natureza, quando se vê solitária, não esmorece. Carrega um peso maior que seu próprio corpo, mas abe que ao findar a jornada, em recompensa pelo esforço, foco e consistência, terá alimento e suprirá as necessidades. É com uma grande folha sobre as costas que vai seguindo sua luta, podendo usá-la para se proteger do sol, para se cobrir na chuva ou usá-la para se projetar no vento.

  • Asas e atitudes: ambas servem para voar

    Uma borboleta na água... Por Cristiane Mazará Graduada em Turismo e pós-graduada em Marketing, Consultora em Feng Shui desde 2011, palestrante, além de atuar em tratamentos como Aromaterapeuta. Hoje eu vi uma borboleta cair na água. Minha vontade foi sair correndo para tirá-la de lá, mas não podia naquele momento, pois eu tinha que terminar o que estava fazendo. Quando terminei, olhei pra ela e senti novamente o impulso de ajudá-la. Então a tirei da água. Alguns minutos depois lá estava ela de novo, na água. Pensei que talvez para ela esse processo fosse importante e tive novamente o impulso de tirá-la de lá. Porém dessa vez ela se debateu, se agarrou à borda da piscina e mesmo assim eu a tirei da água outra vez. Fiquei de olho, esperando que ela voasse, mas ela não voou. Isso me fez perceber que por mais que achemos que somos capazes de salvar o outro ou qualquer criatura neste planeta, o único impulso que devemos ter é de estender as mãos. No entanto, cabe ao outro aceitar ou não e alçar seu próprio voo. A nós nos cabe aceitação e focar em nosso próprio aprimoramento enquanto Ser, e da mesma forma, quando alguém nos estender as mãos é nossa escolha aceitar ou não, conforme nosso entendimento do que é melhor para nós, mesmo que pelo olhar do outro, nossas atitudes pareçam incoerentes, afinal o que nos torna únicos é nosso próprio aprendizado. Compreendi que não estamos aqui para salvar o outro, somente a nós mesmos. Ainda assim, não devemos deixar de estender as mãos, praticando a compaixão, empatia e amor. Quanto a abençoada borboleta, ela caiu pela terceira vez na água e então eu compreendi realmente que era ali que ela deveria ficar, porque mesmo tendo a oportunidade de voar era assim que tinha que ser. E ainda pensei que talvez ela estivesse se sacrificando para me ensinar algo, ou talvez não. Preferi naquele momento não buscar uma Salvadora que se sacrifique por mim, sendo filha de um Poder Divino, posso alçar meus próprios voos, de acordo com o entendimento que tenho até aqui e o poder de escolha. Portanto, me cabe salvar a mim mesma, através dos meus erros e acertos e do que me proponho fazer a cada dia. Instagram: AnisEstreladoAromas (Perfil de Cristiane Mazará)

  • Sangue, suor e lágrima

    Voltar a atenção pra tudo aquilo que nos aflige, é feito pauleira na moleira! Vou abrindo logo a reflexão dessa maneira pra dizer, de forma bem direta, que tem dia que a gente só sai da cama pra levar bofetada. Toma de cá sem pedir, toma de lá sem esperar, que nem dá pra evitar nem dá pra desviar. E assim, direto ao ponto mesmo, porque se num dia a brisa é leve, noutro é topada nos dedo e rasgo na pele. Quem nos dera viver dessa brisa que é gíria da loucura! Provar do gosto azedo-doce da nata de glórias; lamber os beiço com o salgado-amargo de mágoas; cheirar o aroma verde-queimado de cerca aparente; escorregar as mãos em água de chuveiro quente... Tudo, tudo sem medo e sem culpa. Se existe um corpo, este sangra; Se existe um labor, tem de suar; Se existe um temor, pode ter choro. Porque de verdade, nosso sustento é feito na labuta, é forjado nos pingo de sangue, suor e lágrima. E até perito nós já somos. De tanto ver escorrer esses líquido que sai de tudo que é jeito. Quem nunca parou pra destilar seu veneno resultante da dor cotidiana, ou deve estar constipado, com as veias secas, ou por falta de brio, ou em estado de torpor, ou ainda, se escorar nos muro de vento leste-oeste. Mas não tem nada não! Se eclamar não resolve, então bora arregaçar as manga e pegar no batente todo dia. Senão o pau tora nas costa do caboclo e num tem Cristo que vá lhe salvar.

  • A vez do ano virar de vez

    Tanto você quis que agora está aqui E o que encontrou? Aqueles mesmos velhos medos, ou esperança de novos começos? Ano após ano correndo sobre este chão, molhando-se em águas turvas de um velho rio, Como almas piscianas nadando num aquário vazio. Você trocaria o papel de coadjuvante numa guerra pelo papel principal numa cela? Sem querer lhe fizeram sair da zona de conforto com mudança brusca, Do ar quente por uma brisa fria, Das cinzas quentes por árvores marcadas de cortes, Trocar seus heróis mortos por fantasmas vivos. Mas não! Você não é uma sombra na escuridão O tom o negro da noite lhe faz apagar O claro do dia lhe ofusca a visão. E você acha que você pode descrever o sorriso sob um véu, Distinguir um campo verde de um trilho de aço, Céus azuis de um resto de cores ralas. Tanto quis e agora você está aqui. Aproveite a estada, pois a passagem de ano será breve, Tanto a nem perceber que o bastante será viver de leve.

  • Extraordinário como ocorrem!

    Fatos... por vezes incríveis, e De atuais que são, não nos negam: Trazem as verdades inconvenientes. Qualquer que seja a distância, Argumentos tomam relevância. Enquanto se encurtem espaços. Certas maneiras Podem tornar-se necessárias. Outras fronteiras Hão de formar-se intermediárias. Tão simples, mesmo valiosas, Experiências passadas, servem. Dispensáveis objetos, Profundos gestos. Tão perto, cá estejamos, Obstáculos presentes, estão. Relatos fortuitos, Desejos gratuitos. Tão longe, existem portões, Desafios futuros, vãos. Concretos ou abstratos, Oportunos ou adversos. Invariáveis, indivizíveis, Que todos nós sejamos Novos e meros aprendizes. Contemos até três! Vamos dar meia-volta, Meia-volta vamos dar! Um futuro novo já vai começar. Onde, quando, como tu estarás? Ontem, hoje... sabe-se lá!

  • Uma incansável procura

    Você é quem pensa ser, Não o que pensa que vai ser Nem quem você deseja ser! Não só o que você já fez, como também seus atos presentes e imediatos, o modo como se sente, como pensa e como age, determinam quem você é. Guerreiro é aquele que luta, que pensa, decide e se move, olhando de frente ao desafio, sem medo nem arrogância, mas sim com confiança. Aproveite suas forças, inteligência e habilidades para com muito esforço e paciência, construir bens duráveis que vão garantir uma vida interessante e uma velhice feliz, para você e para com quem você vive. Se puder acrescentar algo que contribua com a sociedade e a comunidade, melhor ainda. Mais vale um gesto de doação do que muitos gestos de ação. Decida-se por pensar bem, afinal bons pensamentos se transformam em boas ações. E boas ações fazem bem para si e para os outros. Temos apenas esta vida terrena, então vamos fazer dela nossa a riqueza de corpo, mente e alma, sem perder tempo com tipos de mazelas, pobrezas e malfeitos, sempre usufruindo do milagre de estar vivendo esta jornada. Talvez haja outra oportunidade, nova jornada, porém você estará tripulando outra na nave, tomara, num universo de bolhas, ou de poeiras e folhas, outras vagas...

  • Luzes da ribalta, o espetáculo já começou!

    Acesas as luzes da ribalta: o espetáculo já começou! Mesmo que uns digam, quem espera sempre alcança. Há quem prefira ir devagar, sendo devagar e sempre. Há quem decida ir longe, enxergar o horizonte. Há quem queira ir mais adiante, até onde o sol se esconde. Persiga-o! Quando não, o tempo o degradará. Sorrisos esparsos, passos largos, passos lentos, braços aos ventos, Ouvidos atentos, os dedos em riste, vozes em grito, olhos entreabertos, Mente aberta, percalços, pés descalços. Calce-os! Quando sim, o chão árduo maltratará. Use e defenda a tua armadura, que é teu caráter, tua cara a ter, Por mais que esteja exposta. Pegue tua arma dura, segura, que é tua lança, tua vontade pura, Ainda que haja o que não se gosta. Vista-a! Quando menos, a busca da cobiça o cegará. Sangue, suor, guerra, luta, saliva, torne bem vencida, a batalha. Senão vem a derrota, como navalha, e tira de ti o que é tua conquista. Vá com tudo, venha com todos, contudo, que venha mais forte, Senão vem a velhice, e com sorte, e tira de ti o que é de teu corpo. Vença-a! Quando muito, as rugas no corpo o desgastará. Uns correm, outros estacionam, uns percorrem, outros renunciam. Os que persistem, os que conquistam; se não conquistar, ao menos alcançar. Atinge quem escreve o simples roteiro, supera quem exerce o melhor papel. Mais vale quem realizar o belo espetáculo. Alcance-o!

  • Ensinamentos para uma vida inteira

    Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas Comemorando sete décadas como o best-seller obrigatório para quem busca o sucesso, seja na vida pessoal, seja na vida profissional. E para aproximar os princípios de Dale Carnegie à era digital, chega ao mercado a releitura da obra: Como fazer amigos e influenciar pessoas era digital. Quem mexeu no meu queijo? Uma parábola simples que revela verdades profundas sobre mudança. É uma história divertida e esclarecedora sobre quatro personagens - dois ratos e dois humanos do mesmo tamanho dos roedores - que vivem em um labirinto em eterna procura por queijo, que os alimenta e os faz feliz. O Poder do Agora Combinando conceitos do cristianismo, do budismo, do hinduísmo, do taoísmo e de outras tradições espirituais, Tolle elaborou um guia de grande eficiência para a descoberta do nosso potencial interior. Este livro é um manual prático que nos ensina atomar consciência dos pensamentos e emoções que nos impedem de vivenciar plenamente a alegria e a paz que estão dentro de nós mesmos..

  • Grandes Livros, Imensas Aventuras

    A Cabana Você já tentou imaginar com seria passar um fim de semana com Deus numa cabana no meio da floresta? E se essa cabana fosse palco de um acontecimento que mudaria a sua vida para sempre? Durante uma viagem de fim de semana, a filha mais nova de Mack Allen Phillips é raptada e evidências de que ela foi brutalmente assassinada são encontradas numa velha cabana. Após quatro anos vivendo numa tristeza profunda causada pela culpa e pela saudade da menina, Mack recebe um estranho bilhete, aparentemente escrito por Deus, convidando-o a voltar à cabana onde acontecera a tragédia. Imperdível!

  • Portais sobre Cultura Geral

    Biblioteca Digital Mundial Em aspecto de "mega-enciclopédia", o site é um rico território de documentos e publicações sobre assuntos gerais de origens do mundo inteiro, tendo logo na página inicial uma caixa pesquisa com a inscrição "Pesquisar 19.147 itens sobre 193 países entre 8000 a.C. e 2000". Acervo do Estadão Com a reprodução digitalizada das edições do jornal físico, muitos destaques de fatos históricos e diversas curiosidades, o acervo digital do jornal o Estado de São Paulo é um verdadeiro nos acontecimentos dos últimos duzentos anos. Revista Galileu Para quem já acompanha esta revista desde a modalidade exclusivamente impressa, poder navegar por uma extensa quantidade de matérias já publicadas, tanto em formato físico quanto digital, esta recomendação se faz obrigatória.

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