O sentido do acaso é, por a acaso, não fazer sentido

Viemos, estamos aqui. E vivemos. Por quanto possível for. Buscar um sentido diferente para o acaso. Isto se possível for.

"Nada é por acaso", muito se diz.

De fato. Por acaso nada acontece.

Se acontecer, um fato há de se tornar. E se um fato for, acaso não será.


"Obra do acaso", costuma-se dizer. Se acaso for, obra não há de se tornar.

Descobrir que o acaso, pelo simples fato de ser por acaso, sentido nem sempre há.


Caso raro, mas se pudermos, vale considerar apenas o fato em si. Fato que, por vezes, nos restam dúvidas.

Perguntas vazias que, certas vezes, nos  enchem de dúvidas.

Respostas vagas que, quando feitas, nos  preenchem com as tolices do mundo.


Mundo que tem pressa. Todo mundo tem pressa. Tanto que se perdermos tempo, ficamos sem mais tempo a perder.

Pressa e rapidez. Diferentes são.

Urgência e velocidade. Ambas são, indicam para correr. Correr do tempo, com o tempo e contra o tempo.


Tempo que urge. Vento que sopra. Estação que passa. Vontade que cobra. Corpo que corre. Desejo que sobra.


Mente que também corre, mesmo em corpo dormente.

"Mens sana in corpore sano", diz-se. Sim, mas corpo não mente. Mente sim!

"Cabeça não pensa, corpo padece". Dizem.

Corpo que se cansa. Mente não!

Corpo envelhece. Memória permanece.

Seja fato, ou por acaso, nada basta. Basta seguir adiante.


Lá adiante, além da linha do horizonte, que deve ter aquele lugar tranquilo onde  possamos viver em paz.


Nesse caso, por certeza, seguir até encontrar esse lugar. Ser capaz.

Invadir, brigar, tomar o que nosso, de fato e de direito. Caso não seja, na dúvida, seguir em frente e fazer direito.


Buscar o sentido de estarmos aqui. Afinal, isto sim, não é por acaso.

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