O comando de voz é:  mexa-se, não se conforme!

No passo curto do silêncio e recolhimento, em busca da autocura, as repostas e o futuro não importam tanto. Desde que se decida pelo como agir, no aqui e no agora.

Diante das dores do mundo - do tanto que ainda temos por fazer - algumas dores não insignificantes. 


Haverá esperança de cura enquanto for preciso, mesmo aos infermos que nem sabem que o são, mesmo para a ferida que nem se sabe que dói.


As enchentes parecem devastadoras, ainda assim é a água que renova a terra. E o fogo, mesmo que pareça terrível, quebra a dormência da semente sinalizando que é hora de viver o novo.


Mesmo diante das dúvidas, queira ter em seu esconderijo escuro, a busca pela clareza.

Há quem reserve-se o direito de preferir andar ou estar na escuridão. Isto até que a aura iluminada de um outro alguém venha se misturar com seu momento de "treva".


E faça-se novamente a luz em seus dias.


Basta ter a fé como o fio condutor. Não há tempestade que perdure, e que ao passar, da terra lavada, o solo comece a selecionar as melhores sementes que germinarão.


É fato que cada um carrega a cruz com o peso que pode suportar. Assim como cada qual sabe o peso de suas escolhas, na proporção de suas renúncias. E sempre equivocado é tentar comparar a cruz que carrega, se mais ou menos pesada, se maior ou menor... que a do outro.


Não raro, nos penitenciamos pelos nossos pecados e nem sempre lamentamos os pecados alheios, mas não hesitamos em desejar que cada um pague pelos seus.


Cultivar a esperança, a fé e a convicção, como pilares de nossa fortaleza. Pois a esperança anima o corpo, a fé carrega a alma e a convicção eleva a mente.


Do erro e do acerto há pouco mais que um fiapo de distância. Porque em cada rota que bifurca nossa percepção de direção muda. Muda pelo vento, muda pelo pensamento, muda pela voz que cala, muda pela causa nula, muda pela nova busca.


Em cada um de nós convivem duas ou mais entidades. Somos seres ambíguos, entes de polos trifásicos. Nos movemos pelo impulso, ora por ação, vezes por reação. Frente ao desconhecido ou nos  vislumbramos ou nos retraímos, quase nunca sem interjeição. Fala sempre mais alto e mais rápido a voz da vontade.


Querer ser mais forte é a primeira vontade, porém há um medo que enfraquece;

Querer parar e esperar é a segunda vontade, no entanto há o receio de demorar;

Querer sofrer pouco é a terceira vontade, por isso arma-se e defende-se, com pontas de bravura e punhos cerrados.


Mas é sua melhor versão a que te leva mais longe. A melhor versão do caráter forjado pelas pancadas dos ventos de cada estação.


Por falar nisso, o dia está lindo lá fora! E dentro de você também.

Seja sua, a voz de comando. Mexa-se!

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